https://www.cartainternacional.abri.org.br/Carta/issue/feed Carta Internacional 2019-08-29T18:09:22+00:00 Editoria Carta Internacional cartainternacional@abri.org.br Open Journal Systems <p>A <em>Carta Internacional</em> é uma publicação digital e quadrimestral da <a href="http://www.abri.org.br">Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI)</a> destinada a promover o debate intelectual a respeito dos principais temas das relações internacionais, sob a perspectiva brasileira. Seu principal objetivo é promover o intercâmbio de conhecimento entre pesquisadores e divulgar conteúdos de qualidade para a compreensão da realidade nacional e internacional.</p> https://www.cartainternacional.abri.org.br/Carta/article/view/911 A geopolítica asiática e seus desdobramentos globais 2019-08-29T02:44:59+00:00 Marcos Costa Lima marcosfcostalima@gmail.com Deisiane Viana deisicv@gmail.com Pedro Fonseca pe.fonseca@outlook.com <p>O objetivo deste artigo é apresentar a Organização para a Cooperação de Shangai (SCO), sua história e evolução. Além de analisar as questões relativas ao alargamento da Organização, e com base na contribuição teórica de Susan Strange, a partir de suas estruturas de poder, busca-se avaliar, em particular, os papéis preponderantes exercidos pela China e pela Rússia nessa Organização. A hipótese defendida é que a SCO é parte de um leque de ações que a China vem realizando para consolidar sua liderança na Ásia. A SCO é fruto de um acordo estabelecido em 1996, quando Cazaquistão, China, Quirquistão, Rússia e Tajiquistão fundaram<br>os Cinco de Shangai, e foi criada em 2001, com a entrada do Uzbequistão, agregando, em 2017, a Índia e o Paquistão. A princípio, e primordialmente, a Organização tinha por foco questões de segurança, visando o que chamavam de “três males”: terrorismo, separatismo e extremismo. Atualmente, a Organização ampliou suas preocupações para questões econômicas e de infraestrutura. Finalmente, o artigo discute a relação entre a SCO e o projeto One Belt One Road, que insinua a projeção chinesa na região da Eurásia.</p> 2019-08-20T02:45:29+00:00 Copyright (c) 2019 Marcos Costa Lima, Deisiane Viana, Pedro Fonseca https://www.cartainternacional.abri.org.br/Carta/article/view/931 Acumulação, Distribuição e Estratégia sob Mao 2019-08-29T02:44:51+00:00 Isabela Nogueira isabela.nogueira@ie.ufrj.br <p>O objetivo deste artigo é expor e sistematizar os principais paradoxos do regime de acumulação chinês, entre 1949 e 1976, a fim de traçar as linhas gerais do legado maoísta para o desenvolvimento recente da China. Problematiza-se, assim, a narrativa dominante de que o boom econômico chinês se inicia apenas a partir das reformas pós-1978, que teriam rompido com um suposto profundo atraso econômico durante as décadas sob Mao. Neste artigo, argumenta-se que o período maoísta é marcado por grandes paradoxos, que deixaram um legado determinante para a atual trajetória da China, dentre os quais exploraremos: o rápido processo de industrialização e transformação estrutural sem urbanização;&nbsp; a estratégia militar para a guerra, que levou a industrialização para regiões remotas do país, mas sem especialização ou autonomia produtiva; a melhora nos indicadores de bem-estar com concomitante estagnação na produtividade agrícola e consolidação do gap urbano-rural.</p> 2019-08-20T02:49:10+00:00 Copyright (c) 2019 Isabela Nogueira https://www.cartainternacional.abri.org.br/Carta/article/view/878 A flexibilidade do pacifismo japonês 2019-08-29T02:45:02+00:00 Alana Camoça Gonçalves de Oliveira alanacamoca@gmail.com <p>Com o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), em 1947 o Japão adotou uma nova Constituição, conhecida como um dos grandes símbolos dos ideais pacifistas desde o seu estabelecimento, devido ao Artigo 9º, – onde são restringidos os poderes militares do país. Por esse motivo, qualquer tentativa de revisão da Constituição tem impacto tanto doméstica como regional e internacionalmente. Todavia, é preciso abrir a caixa-preta para analisar se a Constituição japonesa é norteada, de fato, pelo pacifismo. À luz das concepções dos realismos sobre a necessidade de um país responder às ameaças do sistema internacional, e questionando o pacifismo nipônico, o presente artigo revisita a história da Constituição do Japão e de suas Forças de Autodefesa com o intuito de debater o comportamento do arquipélago, principalmente no século XXI. A hipótese que norteia este artigo é de que, ao longo da história, as interpretações do governo japonês sobre a Constituição e suas forças de defesa eram e são necessárias diante das transformações do sistema internacional, o que impulsiona a necessidade de flexibilização do documento e o fortalecimento das capacidades de suas forças de defesa.</p> 2019-08-20T02:44:47+00:00 Copyright (c) 2019 Alana Camoça Gonçalves de Oliveira https://www.cartainternacional.abri.org.br/Carta/article/view/949 As Organizações Sindicais no Sistema Internacional de Cooperação para o Desenvolvimento 2019-08-29T02:44:53+00:00 Mónica Salomón monica.salomon@gmail.com Jonathan Raphael Vieira da Rosa jrosa@bigsss-bremen.de <p>Este artigo trata da participação das organizações sindicais no Sistema Internacional de Cooperação para o Desenvolvimento (SICD). Identifica e analisa os atores e os processos envolvidos nas políticas solidárias sindicais (Norte-Sul e Sul-Sul) conhecidas como Cooperação Sindical para o Desenvolvimento (CSD). Trata, também, do papel e do posicionamento das organizações sindicais nos debates sobre a substância e a arquitetura do SICD. Realizamos um estudo qualitativo, distinguindo o nível de análise nacional – onde a CSD é uma política sindical vinculada, em maior ou menor medida, à política governamental de Cooperação<br>Internacional para o Desenvolvimento (CID) – e o nível sistêmico, no qual a CSD opera como sub-regime do SICD. Utilizamos fontes documentais das próprias organizações sindicais, literatura secundária e, para o caso da cooperação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) brasileira, entrevistas com os responsáveis pelo Instituto de Cooperação (IC-CUT). No nível nacional, concluímos que, com exceções (entre elas a do Brasil), a CSD está bastante integrada às políticas nacionais de CID. No nível sistêmico, observamos que o movimento<br>sindical internacional tem se esforçado para estabelecer diretrizes comuns para a CSD e para inserir suas demandas na agenda internacional sobre o desenvolvimento, em particular os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).</p> 2019-08-20T02:47:09+00:00 Copyright (c) 2019 Mónica Salomón, Jonathan Raphael Vieira da Rosa https://www.cartainternacional.abri.org.br/Carta/article/view/881 Cooperação Brasil-Timor-Leste sob o paradigma do dom e da hospitalidade 2019-08-29T02:45:00+00:00 Silvia Garcia Nogueira snogueirari@gmail.com Wemblley Lucena de Araújo wemblley@gmail.com <p>O presente artigo discute, a partir de uma pesrpectiva crítica, o processo de Cooperação Sul-Sul (CSS) no campo educacional entre Brasil e Timor-Leste, com base no paradigma do dom e da hospitalidade. Durante o governo Lula (2003-2010), a CSS se constituiu como uma das principais plataformas de inserção do Brasil no meio internacional. Além disso, foi o governo que mais energizou esforços ao desenvolvimento da cooperação educacional. No entanto, o argumento central é que o Brasil ainda necessita investir mais em políticas de recepção de estudantes estrangeiros orientadas por uma lógica do bem-receber. Nesses termos, a metodologia aplicada consistiu na análise de documentos oficiais, incluindo um protocolo de cooperação entre ambos os países, a literatura especializada e uma pesquisa de caráter etnográfico realizada com 30 estudantes timorenses. Diante do que foi observado, conclui-se que o processo de cooperação no campo educacional, quando compreendido a partir de variáveis endógenas e exógenas, revelam peculiaridades e desafios que podem ser superados a partir das práticas ancoradas no paradigma do dom e da hospitalidade.</p> 2019-08-20T02:45:07+00:00 Copyright (c) 2019 Silvia Garcia Nogueira, Wemblley Lucena de Araújo https://www.cartainternacional.abri.org.br/Carta/article/view/946 Segurança e desenvolvimento 2019-08-29T02:44:54+00:00 Luiza Rodrigues Mateo luizamateo@hotmail.com <p>Os Estados Unidos são um ator central no sistema internacional de ajuda externa. Para o governo de Washington, a ajuda externa compreende não apenas a ajuda econômica para promoção do desenvolvimento, mas também a ajuda militar para amparar aliados estratégicos. O objetivo deste artigo é recuperar o histórico da agenda de ajuda externa dos Estados Unidos, voltada à construção uma ordem estável e favorável aos seus interesses e segurança. Desde os primeiros projetos no pós-Segunda Guerra, a ajuda externa tem sido instrumentalizada em favor da contenção do comunismo e manutenção da esfera de influência estadunidense. Com a ausência das motivações da Guerra Fria, os Estados Unidos passam a utilizar a ajuda externa na resolução de problemas regionais e desafios globais. Após os atentados de 11 de setembro, os projetos de ajuda voltaram a ter importante papel para a política externa, principalmente na luta contra o terrorismo e outras ameaças difusas, que colocam em risco a estabilidade internacional. Pretende-se, assim, traçar um panorama geral acerca da definição de ajuda externa, sua organização burocrática e a evolução da agenda, destacando as motivações estratégicas e principais empregos desta ferramenta de política externa dos Estados Unidos.</p> 2019-08-20T02:46:49+00:00 Copyright (c) 2019 Luiza Rodrigues Mateo https://www.cartainternacional.abri.org.br/Carta/article/view/925 A resiliência das agências de rating no sistema financeiro internacional 2019-08-29T02:44:58+00:00 Pedro Lange Netto Machado pedrolangenm@gmail.com Patrícia Fonseca Ferreira Arienti pffarienti@gmail.com <p>Por que as agências de rating permanecem como atores chave na dinâmica financeira global, mesmo após seus sucessivos fracassos enquanto avaliadoras de risco? Este artigo analisa a resiliência destas empresas a partir de reflexões teóricas, que permitem confrontar suas trajetórias históricas com uma perspectiva da globalização financeira que leva em conta tanto suas motivações políticas quanto seus desdobramentos econômicos. A hipótese trabalhada considera que o papel desempenhado pelas agências no sistema financeiro internacional excede a função de classificação de risco, consistindo também na manutenção da coerência interna do regime financeiro que se constituiu sobre a projeção do poder estrutural dos Estados Unidos e que se traduz no Consenso de Washington. Com esta finalidade, conjuga-se a teoria de Panitch e Gindin (2012) e de Konings (2011), que compreendem a globalização financeira como uma expansão do sistema financeiro dos Estados Unidos para o restante do globo, com reflexões teóricas e recentes observações empíricas de marcos regulatórios e sobre o modus operandi de Standard &amp; Poor’s, Moody’s e Fitch Ratings. Busca-se, assim, contribuir para melhor compreensão acerca dos objetivos dessas empresas e conferir solidez teórica a possíveis pesquisas empíricas em torno de suas ações.</p> 2019-08-20T02:45:50+00:00 Copyright (c) 2019 Pedro Lange Netto Machado, Patrícia Fonseca Ferreira Arienti https://www.cartainternacional.abri.org.br/Carta/article/view/923 A coordenação do trabalho da UNMISS e das agências humanitárias na mitigação da crise humana no Sudão do Sul 2019-08-29T18:09:22+00:00 JOEL HENRIQUE FONSECA DE ÁVILA jrickavila@hotmail.com LUIZ ROGÉRIO FRANCO GOLDONI luizrfgoldoni@gmail.com <p>Objetiva-se analisar o trabalho conjunto entre a Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS) e as agências humanitárias, destacando os óbices logísticos. Foram utilizados, como metodologia, a revisão bibliográfica e a análise documental. Argumenta-se que a guerra civil, que eclodiu no Sudão do Sul no final de 2013, levou a UNMISS a criar os chamados Protection of Civilian sites (POC sites), que são campos de deslocados internos localizados, pela primeira vez na história da ONU, dentro das bases militares de uma missão de manutenção da paz. Esses campos, que possuíam condições precárias devido à restrição de espaço gerada pelo imenso afluxo de deslocados, necessitaram de considerável esforço logístico humanitário para suprir as demandas que cresciam vertiginosamente. Além disso, os POC sites demandaram elevado nível de cooperação e coordenação entre peacekeepers e diversos agentes humanitários, o que gerou lições que poderão ser utilizadas em missões de paz que passarem por crises semelhantes.</p> 2019-08-20T02:46:25+00:00 Copyright (c) 2019 JOEL HENRIQUE FONSECA DE ÁVILA, LUIZ ROGÉRIO FRANCO GOLDONI https://www.cartainternacional.abri.org.br/Carta/article/view/873 O Combate ao Tráfico de Drogas na Fronteira Brasil-Bolívia (2008-2012) 2019-08-29T02:45:03+00:00 Helena Salim de Castro castrohelena281@gmail.com <p>O tráfico internacional de drogas é uma das principais ameaças de segurança para os países da América do Sul, em especial o Brasil e a Bolívia. O país andino é o terceiro maior produtor mundial de cocaína e o território brasileiro é uma das principais rotas de trânsito para as drogas enviadas à Europa, bem como, é considerado o principal mercado consumidor para a cocaína boliviana. O objetivo central neste artigo é analisar a cooperação entre o Brasil e a Bolívia para o policiamento do combate ao tráfico de drogas. O recorte temporal abarcará o período entre novembro de 2008, quando a agência antidrogas estadunidense, Drug Enforcement Admnistration (DEA), foi expulsa do território boliviano, o que gerou uma aproximação entre os governos brasileiro e boliviano, até o final de janeiro de 2012, quando foi estabelecido um acordo trilateral entre Bolívia, Brasil e Estados Unidos. Analisar-se-á os acordos, reuniões e operações realizados pelas autoridades e burocracias brasileiras e bolivianas responsáveis pelas atividades de fiscalização e repressão ao tráfico de drogas, a fim de compreender como ocorreu a relação bilateral Brasil-Bolívia.</p> 2019-08-20T02:44:14+00:00 Copyright (c) 2019 Helena Salim de Castro https://www.cartainternacional.abri.org.br/Carta/article/view/917 O Storytelling como ferramenta de aprendizado ativo 2019-08-29T02:44:57+00:00 Marcelo M. Valença marcelo.valenca@gmail.com Ana Paula Balthazar Tostes aptostes@hotmail.com <p>Este artigo destaca a prática do storytelling com o objetivo de analisar sua conexão com a metodologia de aprendizado ativo. Para tanto, apresentamos os debates sobre aprendizado ativo, sua finalidade, estratégias e métodos para apontar as contribuições do storytelling a essa metodologia. Os principais objetivos do artigo são: esclarecer e evidenciar as diferenças entre a atividade de contar histórias como forma de entretenimento e a utilidade dessa prática como estratégia pedagógica, no contexto do aprendizado ativo em áreas em que não tem sido usada, como nas Relações Internacionais. Analisamos a incorporação da prática do storytelling pela metodologia do aprendizado ativo em diferentes níveis de ensino. Concluímos que, dentre as suas contribuições possíveis, destacam-se a retenção de conhecimento no longo prazo e a construção de conexões cognitivas entre o objeto de estudo e a realidade social dos estudantes, podendo promover aprendizado pela empatia e capacidade de autonomia na atitude ativa em busca de solução de problemas, levando-se em conta contextos sociais de diferentes níveis: local, nacional e, também, internacional.</p> 2019-08-20T02:46:08+00:00 Copyright (c) 2019 Marcelo M. Valença, Ana Paula Balthazar Tostes