Carta Internacional
https://www.cartainternacional.abri.org.br/Carta
<p>A <em>Carta Internacional</em> é uma publicação digital e quadrimestral da <a href="http://www.abri.org.br">Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI)</a> destinada a promover o debate intelectual a respeito dos principais temas das relações internacionais, sob a perspectiva brasileira. Seu principal objetivo é promover o intercâmbio de conhecimento entre pesquisadores e divulgar conteúdos de qualidade para a compreensão da realidade nacional e internacional.</p>Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI)pt-BRCarta Internacional2526-9038<p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <ul> <li class="show">Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license">Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</li> <li class="show">Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li> </ul>Regional Negotiations from a Social Constructivist Perspective
https://www.cartainternacional.abri.org.br/Carta/article/view/1649
<p>Regional negotiations involve more than material or rational factors, as illustrated by Angola’s delayed accession to the Southern African Development Community Free Trade Area (SADC-FTA) and the willingness of its regional partners to accommodate Angola’s position. Drawing on a social constructivist perspective, this paper treats Angola’s accession as a case study to examine how social interactions and ideational factors play a constitutive role in shaping states’ interests in regional negotiations. Based on documentary sources and nine interviews with members of the Angolan government, senior officials from SADC, and representatives of Angolan industrial associations, the study adopts an analytical and descriptive standpoint. It concludes that Angola’s accession to the SADC-FTA cannot be explained solely by power politics or the rational calculation of economic resources; rather, it is embedded within a social structure that shapes the meaning of power distribution and the dynamics of the negotiation process itself.</p>José Abel Moma
Copyright (c) 2026 José Abel Moma
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2026-08-142026-08-14212e1649e164910.21530/ci.v21n2.2026.1649Rankings internacionais de sustentabilidade
https://www.cartainternacional.abri.org.br/Carta/article/view/1619
<p style="font-weight: 400;">Os rankings internacionais de sustentabilidade têm se consolidado como instrumentos de avaliação do impacto social das universidades, tendo como referência estruturante os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Partindo da pergunta sobre como a adoção dessa métrica pelos rankings afeta a produção acadêmica universitária, este artigo argumenta que tais rankings tendem a gerar invisibilidades sistemáticas nesse campo. Para demonstrar esse argumento empiricamente, realizamos um mapeamento bibliométrico das dissertações e teses da PUC-SP entre 2017 e 2021, aplicando e testando a metodologia de classificação da plataforma SciVal/Elsevier e construindo strings complementares para o ODS 17 e para o tema da desigualdade racial. Os resultados mostram que 78% dos 4.956 trabalhos analisados não foram classificados por nenhum ODS, e que as strings complementares identificaram 182 trabalhos adicionais inteiramente invisíveis para os critérios dos rankings. Esses achados evidenciam que as invisibilidades produzidas não são limitações técnicas inevitáveis, mas reflexo de escolhas metodológicas e políticas que transferem para o campo acadêmico as disputas que marcaram a própria construção da Agenda 2030.</p>Terra Friedrich BudiniJefferson de Oliveira SilvaNatália Maria Félix de SouzaMariana Jansen Ferreira
Copyright (c) 2026 Terra Friedrich Budini, Jefferson de Oliveira Silva, Natália Maria Félix de Souza, Mariana Jansen Ferreira
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2026-08-142026-08-14212e1619e161910.21530/ci.v21n2.2026.1619The Maestro and the Emperor
https://www.cartainternacional.abri.org.br/Carta/article/view/1657
<p>This article examines the historical transition from the international diffusion of culture under the Ancien Régime, rooted in patronage, to modern forms of Cultural Diplomacy. Drawing on historical sociology and the interdisciplinary intersection of music and diplomacy, the study employs the extended case method through documentary research on the correspondence between Emperor Pedro II and maestro Carlos Gomes. It analyzes the role of music in shaping Brazil’s international image at the 1876 Philadelphia Centennial Exposition. The relationship between the Emperor and the composer illustrates how artistic patronage was reconfigured into a diplomatic strategy aimed at presenting Brazil as a “civilized” and “modern” nation to the world.</p>Eduardo MattosMônica Leite LessaPablo Victor Fontes
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2026-08-142026-08-14212e1657e165710.21530/ci.v21n2.2026.1657Ação, armas, autoridade
https://www.cartainternacional.abri.org.br/Carta/article/view/1627
<p>Os estudos feministas de segurança têm explorado como as profissões que atuam no exercício da violência legítima do Estado, como a polícia e as Forças Armadas, são construídas tradicionalmente como associadas ao masculino. Frente a essa literatura que foca sobretudo em exércitos do Norte Global, o artigo explora como “militaridade” e masculinidade estão conectados no discurso dos militares brasileiros, com base em entrevistas feitas com 40 capacetes azuis que participaram na missão das Nações Unidas no Haiti. Como os militares explicam por que escolheram a profissão militar? Pela análise temática de quarenta entrevistas e de observação na base militar brasileira em Porto Príncipe, o artigo aborda o exército como espaço de aprendizado da masculinidade.</p>Izadora Xavier do Monte
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2026-08-142026-08-14212e1627e162710.21530/ci.v21n2.2026.1627