Clausewitz, a Ciberguerra e a Guerra Russo-Georgiana

  • Vágner Camilo Alves Instituto de Estudos Estratégicos - Universidade Federal Fluminense (INEST/UFF)
  • Pedro Henrique Miranda Gomes PPGEST-INEST/UFF

Resumo

Este artigo discute o conceito de “guerra cibernética” e outros afins, de modo a verificar e delimitar sua aplicabilidade técnica. A partir da revisão conceitual acerca do fenômeno da guerra, tal como seapresenta na obra de Clausewitz, são apontados elementos essenciais e generalizáveis a qualquer guerra. Posteriormente, as diferentes noções sobre “guerra cibernética” são esmiuçadas, buscando-se verificar até que ponto elas condizem com a teoria consolidada na área e se podem ser úteis para análise dos fenômenos bélicos contemporâneos. Em seguida, examina-se a Guerra Russo-Georgiana como estudo de caso para ilustrar a abrangência e os limites dos conceitos discutidos. Conclui-se que a ideia da “guerra cibernética” é, de fato, válida somente quando os instrumentos cibernéticos são empregados em assistência a operações convencionais de guerra, que envolvem destruição e aplicação de força cinética.

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Biografia do Autor

Vágner Camilo Alves, Instituto de Estudos Estratégicos - Universidade Federal Fluminense (INEST/UFF)
Mestre em Relações Internacionais (IRI/ PUC-RJ, 1998), Doutor em Ciência Política (IUPERJ, 2005). Professor do INEST/UFF desde 2008. Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos (PPGEST - INEST/UFF) no período 2009-2017.
Pedro Henrique Miranda Gomes, PPGEST-INEST/UFF
Bacharel em Relações Internacionais (INEST/UFF, 2018); Curso Básico de Comércio Exterior (FUNCEX, 2015); Curso “Politics and Economics of International Energy (Sciences Po, 2018).
Publicado
08-11-2020
Como Citar
Alves, V. C., & Gomes, P. H. M. (2020). Clausewitz, a Ciberguerra e a Guerra Russo-Georgiana. Carta Internacional, 15(3). https://doi.org/10.21530/ci.v15n3.2020.1065