Diplomacia federativa: o Estado brasileiro e a atuação internacional de suas Unidades Constituintes

  • Manoela Salem Miklos

Resumo

Desde os anos 1990, o fim do conflito bipolar e a aceleração de fenômenos de transnacionalizaçãoestremecem a ordem internacional centrada no Estado. As relações internacionais exigem novas práticase a recomposição de paradigmas teóricos. Neste contexto, unidades subnacionais buscam com cada vezmais intensidade estabelecer contatos com entes estrangeiros desenvolvendo iniciativas de inserçãointernacional freqüentemente independentes das políticas do Estado. A chancelaria brasileira, diante destecenário, mostra-se preocupada: busca responder aos novos desafios que a cercam e, pela primeira vez,reconhece a necessidade de considerar a dimensão subnacional no processo decisório da política externabrasileira. Este trabalho pretende analisar o processo que culmina, em 1995, na criação da DiplomaciaFederativa, política de Estado concebida para aproximar a chancelaria brasileira de governos subnacionais;incorporar a dimensão subnacional na elaboração e execução da política externa brasileira e permitir acoordenação da atuação internacional de unidades subnacionais brasileiras.

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Publicado
01-06-2011
Como Citar
Miklos, M. S. (2011). Diplomacia federativa: o Estado brasileiro e a atuação internacional de suas Unidades Constituintes. Carta Internacional, 6(1), 83-100. Recuperado de https://www.cartainternacional.abri.org.br/Carta/article/view/26
Seção
Artigos