Soldados, “guerra longa” e a sutil manutenção do império

  • Bernardo Wahl G. de Araújo Jorge Associação Brasileira de Relações Internacionais (ABRI)

Resumo

Robert D. Kaplan é correspondente da revista The Atlantic Monthly (na qual tem publicado artigos sobre segurança internacional – alguns deles republicados em jornais brasileiros1), professor visitante da Academia Naval norte-americana, membro do Centro para uma Nova Segurança Americana (Center for a New American Security) e autor, além do volume supra-citado, de outros livros, que versam basicamente sobre relações internacionais e viagens2. Entre eles, destacamos Warrior Politics: Why Leadership Demands a Pagan Ethos (2002)3 e The Coming Anarchy: Shattering the Dreams of the Post Cold War (2001)4, que faz uma previsão das ameaças e conflitos “menores”, mas não menos perigosos, que emergem com o fim da Guerra Fria e o término da “estabilidade” bipolar do sistema internacional. Tais embates transformariam em pesadelo o até então sonho da vitória e proliferação da democracia liberal mundo afora. O establishment militar dos EUA, que até então funcionava muito bem quando se tratava de uma ameaça estatal (a então URSS), não pode afirmar que foi pego de surpresa: diversos autores, entre eles Martin van Creveld (The Transformation of War), Mary Kaldor (New and Old Wars) e o próprio Kaplan identificam a emergência das “novas guerras”, não mais necessariamente explicadas pelo recorte clássico trinitário do general prussiano Carl von Clausewitz.

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Publicado
14-10-2008
Como Citar
Jorge, B. W. G. de A. (2008). Soldados, “guerra longa” e a sutil manutenção do império. Carta Internacional, 3(3), 59-64. Recuperado de https://www.cartainternacional.abri.org.br/Carta/article/view/451
Seção
Artigos