A resiliência das agências de rating no sistema financeiro internacional

uma análise teórica

  • Pedro Lange Netto Machado Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  • Patrícia Fonseca Ferreira Arienti

Resumo

Por que as agências de rating permanecem como atores chave na dinâmica financeira global, mesmo após seus sucessivos fracassos enquanto avaliadoras de risco? Este artigo analisa a resiliência destas empresas a partir de reflexões teóricas, que permitem confrontar suas trajetórias históricas com uma perspectiva da globalização financeira que leva em conta tanto suas motivações políticas quanto seus desdobramentos econômicos. A hipótese trabalhada considera que o papel desempenhado pelas agências no sistema financeiro internacional excede a função de classificação de risco, consistindo também na manutenção da coerência interna do regime financeiro que se constituiu sobre a projeção do poder estrutural dos Estados Unidos e que se traduz no Consenso de Washington. Com esta finalidade, conjuga-se a teoria de Panitch e Gindin (2012) e de Konings (2011), que compreendem a globalização financeira como uma expansão do sistema financeiro dos Estados Unidos para o restante do globo, com reflexões teóricas e recentes observações empíricas de marcos regulatórios e sobre o modus operandi de Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch Ratings. Busca-se, assim, contribuir para melhor compreensão acerca dos objetivos dessas empresas e conferir solidez teórica a possíveis pesquisas empíricas em torno de suas ações.

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Publicado
20-08-2019
Como Citar
Machado, P. L. N., & Arienti, P. F. F. (2019). A resiliência das agências de rating no sistema financeiro internacional. Carta Internacional, 14(2). https://doi.org/10.21530/ci.v14n2.2019.925