Ascensão chinesa e reconfiguração da disputa central de poder contemporânea:

Consenso de Pequim e posicionamentos da Política Externa Brasileira para a articulação do processo de integração sul-americano

  • Frederico Almeida Castro Marinho Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro)

Resumo

As relações internacionais contemporâneas são estruturadas e influenciadas por uma correlação de poder distinta da predominante na esteira do final da Guerra Fria e dos anos imediatamente subsequentes àquele momento histórico. Aspecto marcante é a ascensão da China, cujo acúmulo de poder a coloca como ator essencial para a reestruturação do sistema internacional, o que contrasta o poder hegemônico norte-americano. Essa situação favorece a conformação de novos espaços de concertação para ocupação e projeção de poder, nos quais se observa o adensamento das relações entre países não desenvolvidos, no âmbito da formulação do conceito de Sul Global. Esse processo de consolidação da China como polo depoder e da singularidade dessa inserção no sistema internacional nos últimos anos suscitou a ideia de um Consenso de Pequim como alternativa aos Estados Unidos, leitura com uma conotação pejorativa de dominação em relação aos países do Sul Global. Assim, por meio de fundamentação teórica baseada no Realismo Ofensivo e na perspectiva do Poder Global, centra-se prisma investigativo na Política Externa Brasileira, com o objetivo de analisar os desdobramentos desse processo e suas implicações para a projeção brasileira de poder na dimensão regional sul-americana nos últimos anos.

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Biografia do Autor

Frederico Almeida Castro Marinho, Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro)
Pesquisador da área do Inmetro e Chefe Subsituto da Divisão de Cooperação Internacional. Professor do Mestrado em Metrologia e Qualidade do Inmetro. Doutorando em Economia Política Internacional (UFRJ).
Publicado
28-11-2019
Como Citar
Marinho, F. A. C. (2019). Ascensão chinesa e reconfiguração da disputa central de poder contemporânea:. Carta Internacional, 14(3). https://doi.org/10.21530/ci.v14n3.2019.955