Entre Rios e Contradições
As Hidrelétricas Sino-Brasileiras e a Dependência Energética (2015–2024)
DOI:
https://doi.org/10.21530/ci.v20n3.2025.1581Palavras-chave:
Investimentos chineses, Ecologia política, Justiça ambiental, Greenwashing, Transição energéticaResumo
Este artigo analisa os investimentos chineses no setor energético brasileiro sob as lentes da Ecologia Política e da Economia Política Internacional, a partir de uma abordagem qualitativa baseada em estudos de caso das usinas de São Manoel, Teles Pires e Tapajós. O trabalho se fundamenta no levantamento sistemático e na análise de dados empíricos sobre investimentos chineses no Brasil, articulados a fontes primárias institucionais e documentais, como relatórios do CEBC, ANEEL, FIDH, EJAtlas e do Ministério Público Federal. Investiga-se de que modo megaprojetos sustentados pelo discurso da transição energética e da cooperação Sul-Sul reproduzem dinâmicas de dependência, despossessão territorial e injustiça ambiental. Argumenta-se que o greenwashing opera como estratégia geopolítica e retórica legitimadora desses empreendimentos, enquanto comunidades indígenas e organizações transnacionais articulam formas de resistência frente à violação de direitos. Sustenta-se, por fim, que a transição energética conduzida sob a lógica do capitalismo verde aprofunda a mercantilização da natureza, evidenciando a necessidade de abordagens ancoradas na justiça ambiental e na soberania dos territórios.
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Copyright (c) 2025 Helena Luiza Matuo Rodrigues, Fernando Romero Wimer

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