Remessas invisíveis
a economia oculta das mulheres migrantes
DOI:
https://doi.org/10.21530/ci.v20n3.2025.1595Palavras-chave:
Trabalho Doméstico, Remessas, Migração Feminina, Economia Política Feminista, CuidadoResumo
Este artigo analisa como o trabalho de cuidado e emocional realizado por mulheres migrantes constitui uma ‘remessa invisível’ que sustenta a economia global, mas é excluída das estatísticas e políticas econômicas. Com base na economia política feminista, argumenta-se que o produtivismo e a desvalorização do cuidado sustentam a precarização feminina, especialmente nas cadeias globais de cuidado. Para tal, apresentam-se dados estimativos sobre o peso das mulheres nas remessas monetárias internacionais e discute-se a invisibilidade das remessas afetivas. Conclui-se pela necessidade de repensar conceitos econômicos e adotar metodologias que reconheçam o trabalho reprodutivo — de cuidado e emocional — como parte essencial das economias.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Georgia Paula Martins Faust

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
