O pensamento geoestratégico e os documentos estratégicos dos Estados Unidos no pós Guerra Fria

  • Raphael Padula PEPI-UFRJ

Resumo

O propósito do artigo é mostrar que há uma conexão entre o pensamento geopolítico clássico anglo-saxão (Mahan, Mackinder e Spykman), as formulações geoestratégicas de Brzezinski e Kissinger durante a Guerra Fria e o pós Guerra Fria, e os documentos estratégicos dos Estados Unidos nesse último período. Essa hipótese é comprovada através da prioridade atribuída à Eurásia (relações Leste-Oeste, no hemisfério Norte), mudando somente a intensidade de atuação em suas diferentes áreas em função da conjuntura histórica. Ao mesmo tempo, não se deixa de atentar para uma geoestratégia permanente de supremacia na América (hemisfério Ocidental). A pesquisa se apoia em bibliografia original dos autores abordados e na análise de documentos estratégicos selecionados de todos os governos estadunidenses na era pós Guerra Fria entre 1991-2016 (Bush a Obama).

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Biografia do Autor

Raphael Padula, PEPI-UFRJ
Coordenador e Professor Permanente da Pós-Graduação em Economia Política Internacional (PEPI) do Instituto de Economia (IE/UFRJ), Professor Adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) da área de Economia Política Internacional, da graduação de Relações Internacionais. Economista pelo IE/UFRJ (2004), Mestre (2005) e Doutor (2010) em Engenharia de Produção pela COPPE-UFRJ. Editor da revista Oikos – Revista de Economia Política Internacional. Membro do grupo de pesquisa "Poder Global e Geopolítica do Capitalismo". Link para o Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1416470002003585  

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Publicado
05-10-2018
Como Citar
Padula, R. (2018). O pensamento geoestratégico e os documentos estratégicos dos Estados Unidos no pós Guerra Fria. Carta Internacional, 13(2). https://doi.org/10.21530/ci.v13n2.2018.808
Seção
Artigos