O Maestro e o Imperador
Mecenato, Diplomacia Cultural e a trilha sonora brasileira na Exposição do Centenário da Filadélfia (1876)
DOI:
https://doi.org/10.21530/ci.v21n2.2026.1657Keywords:
Música, Representação, História da Política Externa Brasileira, Mecenato, Diplomacia CulturalAbstract
Este artigo analisa a transição histórica da difusão cultural internacional sob o Antigo Regime,
ancorada no mecenato, para as formas modernas de Diplomacia Cultural. Fundamentandose
na sociologia histórica e nos estudos sobre música e diplomacia, adota-se a metodologia
do estudo de caso ampliado a partir de uma pesquisa documental da correspondência entre
o Imperador Dom Pedro II e o maestro Carlos Gomes. Investiga-se o papel da música na
construção da imagem internacional do Brasil na Exposição do Centenário da Filadélfia
(1876). A relação entre o monarca e o compositor ilustra como o mecenato artístico foi
reconfigurado em estratégia diplomática para projetar o Brasil como uma nação “civilizada”
e “moderna”, atenuando contradições internas como a persistência da escravidão.
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Copyright (c) 2026 Eduardo Mattos, Mônica Leite Lessa, Pablo Victor Fontes

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